Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos…

Q

Quando estamos em dificuldades, é a coisa mais normal querer sair o mais rápida e facilmente possível. Claro, querer e poder são coisas diferentes.

Estamos ainda longe de sair desta crise criada pela pandemia, ainda que a vacina pareça já tão próxima. É natural querer proteger a empresa, garantir que sobreviva mais um pouco. Afinal de contas, a esperança é a última a morrer e isso pode turvar a visão do empresário. O instinto de sobrevivência pode levar a querer ir por atalhos, só por uns meses, até isto passar…

Se calhar já ouviu as histórias de empresários que passavam cheques pré-datados e letras uns aos outros, sem qualquer compra de bens ou serviços, injetando capital rápido na empresa. Claro que se vai criar um carrossel de dívida. Sabe como acaba? Um deles falha o “pagamento” na sua vez do carrossel e o esquema colapsa.

E aquela história do empresário que achou boa ideia aumentar nuns milhares o valor do stock só para o balancete agradar aos bancos? Teve uma inspeção das finanças e não correu nada bem.

De certeza que conhece o estratagema de vender imóveis a familiares para evitar penhoras. O fim é sempre mesmo, com uma impugnação Pauliana, ou seja, negócio invalidado.

Existem tantos esquemas, alguns simples outros rebuscados. Nem vale a pena inumerar. O mundo dos negócios não começou ontem. A Banca e o Estado são instituições com séculos de experiência. Lute, mas seja sensato na escolha das armas.

Sobre o autor

Por admin

Maria Machado

Autora e criadora do ‘blog’ outraopiniao.com, criou este ‘blog’ onde oferece outra opinião de empresário para empresário sobre vários temas, sem palavreado técnico e baseada na sua própria experiência.

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